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A psoríase é uma doença inflamatória crônica, não contagiosa e pode causar lesões na pele, no couro cabeludo, nas unhas e nas articulações. É uma das doenças de pele mais comuns na população, atingindo cerca de 1 a 3% da população mundial.

Apesar de não ser uma doença transmissível, é comum haver impacto na vida social dos portadores, devido ao estigma causado pelas lesões na pele.

Quais são os seus sintomas?

Na pele, as lesões costumam ser avermelhadas com escamas prateadas e surgir em regiões como os cotovelos, joelhos e região sacral.

Psoríase - Dermatologia Clínica | Dra. Letícia Sawada

No couro cabeludo, frequentemente provocam descamação e prurido. Pode também haver manchas e deformidades nas unhas, e lesões nas palmas das mãos e nas plantas dos pés.

O que causa a psoríase?

Ela tem forte influência genética e pode ser precipitada ou agravada por diversos fatores como:

  • Estresse emocional
  • Traumas locais
  • Queimaduras, incluindo queimadura solar
  • Infecções, principalmente por Estreptococo beta-hemolítico
  • Tabagismo
  • Obesidade
  • Medicamentos (especialmente betabloqueadores, inibidores da enzima conversora de angiotensina, cloroquina, lítio, indometacina, terbinafina e interferon-alfa)
  • Infecção pelo HIV

Você sabia que existem subtipos de psoríase?

Os subtipos principais são:

  • Psoríase em placas (ou psoríase vulgar): é o mais frequente. Surge em grandes placas localizadas em áreas de trauma, como cotovelos, joelhos, costas e couro cabeludo.
  • Psoríase gutata: mais comum em crianças e adultos jovens. Se apresenta como múltiplas pequenas placas no tronco, braços e pernas, e frequentemente surge após infecções de origem bacteriana.
  • Psoríase pustulosa: mais rara, ocorrem lesões amareladas com presença de pus (as pústulas), no corpo todo ou em áreas localizadas – como nas palmas e plantas.
  • Psoríase ungueal: pode afetas as unhas das mãos e/ou dos pés, provocando desde manchas amareladas (“manchas de óleo”) e descolamento até irregularidades na superfície da unha.
  • Psoríase inversa: afeta áreas de dobras, como as axilas, virilha e glúteos.
  • Psoríase eritrodérmica: neste quadro grave, praticamente todo o corpo pode apresentar vermelhidão, descamação e ardência ou coceira intensas.
  • Artrite psoriásica (ou artrite psoriática): provoca dor e inchaço nas articulações. Pode estar associado a outras formas de psoríase (especialmente a ungueal) ou eventualmente ser sintoma único da doença.

Como é feito o diagnóstico da psoríase?

É essencialmente clínico, através da identificação de lesões típicas na pele, unhas e cabelos.

Caso necessário, podemos realizar uma biópsia para confirmação da doença.

Como é o seu tratamento?

O tratamento é individualizado de acordo com os seus sintomas.

Pode incluir o uso de emolientes, cremes e pomadas à base de corticosteroides, análogos de vitamina D, retinóides, inibidores da calcineurina e agentes queratolíticos.

Também pode ser associado tratamento com fototerapia e medicações via oral, como metotrexato, ciclosporina, acitretin e os novos medicamentos imunobiológicos como etanercept (Enbrel), infliximab (Remicade), adalimumab (Humira), ustekinumab (Stelara), secukinumab (Cosentyx) and ixekizumab (Taltz).

Dra. Letícia Sawada | Dermatologista
Dra. Letícia Sawada

Médica dermatologista, formada pela Universidade de São Paulo (USP), com Pós-graduação em Cosmiatria e Laser pelo Hospital das Clínicas da FMUSP.

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