A calvície, também conhecida como alopecia androgenética masculina, é uma condição muito comum. Estima-se que ocorra em 50% da população masculina aos 50 anos de idade. Mas apesar de não trazer maiores consequências à saúde, pode trazer problemas na autoestima e ter impacto significativo na sua qualidade de vida.

O quadro pode se começar a se expressar na adolescência ou na idade adulta e se inicia com afinamento e miniaturização progressiva dos fios, além de encurtamento do ciclo capilar.
Nos homens, a região frontal é a mais comum, surgindo as famosas “entradas”, mas também pode afetar a região da “coroa”, chamada de vértice capilar.
Meu pai é calvo, vou ficar também?
Não necessariamente! Ao contrário do que se acreditava anteriormente, não existe um gene único responsável pela calvície. O padrão de transmissão parece ser poligênico (relacionado a mais de um gene) e espectral (o gene pode se expressar com intensidade variada), com diversas apresentações desde uma redução leve e localizada da densidade capilar até a calvície completa.
Como tratar a calvície?
O tratamento se baseia em recuperar parte dos fios perdidos e estabilizar a queda. Por se tratar de uma condição genética, o tratamento é contínuo e deve idealmente começar o mais cedo possível.
Podem ser usados estimulantes de crescimentos e bloqueadores hormonais, de uso tópico ou oral. Entre os mais utilizados hoje estão o minoxidil e outros tópicos como o 17-alfa-estradiol, os derivados da Serenoa serrulata, o óxido de 2,4-diaminopirimidina e o aminexil, além dos inibidores da 5-α redutase como a finasterida e a dutasterida.
Em casos específicos, também podemos utilizar a Microinfusão de Medicamentos na Pele (MMP), o laser de baixa frequência e a terapia regenerativa.
Já em casos mais avançados, pode ser recomendado um transplante capilar. Vale lembrar que essa cirurgia não impede a continuidade natural do quadro de perda capilar, sendo obrigatório manter o tratamento domiciliar para a manutenção do bom resultado após o transplante.

