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Melasma: Como tratar e prevenir as manchas escuras na pele

Melasma: Como tratar e prevenir as manchas escuras na pele |

O que é Melasma?

O melasma provoca o surgimento de manchas escuras, geralmente no rosto, afetando áreas como bochechas, testa, queixo e a região acima dos lábios. Embora mais comum no rosto, também pode aparecer em outras partes do corpo frequentemente expostas ao sol, como colo e braços.

Essa condição afeta, sobretudo, mulheres, principalmente aquelas com pele mais escura ou de origem oriental. No Brasil, mais de 70% dos casos em mulheres ocorrem entre os 20 e 35 anos, indicando uma forte influência hormonal no seu desenvolvimento. Além disso, estudos confirmam a relação entre hormônios e o surgimento do melasma.

Além do impacto estético, o melasma afeta significativamente a qualidade de vida. A visibilidade das manchas, principalmente no rosto, gera estresse emocional e constrangimento social, prejudicando o bem-estar psicológico. Esse desconforto leva muitos pacientes a buscarem tratamento dermatológico.

Embora não cause danos físicos diretos, o melasma se agrava com fatores hormonais, como gravidez e uso de anticoncepcionais, além da exposição ao sol. Em alguns casos, os sintomas reduzem com a menopausa. Por isso, a orientação dermatológica é essencial para encontrar os tratamentos mais adequados e minimizar seus efeitos na qualidade de vida.

O que causa o Melasma?

O fator desencadeante mais comum no Melasma é a exposição à radiação ultravioleta. Além disso, as alterações hormonais da gravidez, alguns medicamentos como os anticoncepcionais orais e a predisposição genética também influenciam no surgimento das manchas.

Estudos mais recentes demonstraram também a influência da luz visível, em especial a luz azul emitida por lâmpadas e telas de computadores e outros eletrônicos, no desencadeamento da condição.

O Melasma pode ser prevenido?

Embora não seja possível prevenir completamente o Melasma em pessoas predispostas, como aquelas com fatores genéticos, pele mais escura, influências hormonais ou alta exposição ao sol, algumas medidas podem ajudar a reduzir o risco.

Evitar a exposição solar direta e indireta, utilizar regularmente protetores solares com alto fator de proteção (FPS>30) e evitar medicamentos hormonais, quando possível, são ações importantes para prevenir crises e minimizar a recorrência após o tratamento.

A proteção solar rigorosa é o principal pilar na prevenção e controle do Melasma.

Qual protetor solar os pacientes com Melasma devem usar?

A escolha do protetor solar é primordial para quem tem melasma. De fato, estudos demonstram que protetores solares com cor, sobretudo aqueles contendo óxido de ferro, oferecem maior eficácia. Afinal, além de bloquearem os raios UVA e UVB, eles protegem contra a luz visível, que sabidamente agrava o melasma.

Para alguns pacientes, pode ser mais prático usar produtos cosméticos, como bases que contenham proteção UVA/UVB e bloqueadores de luz visível. Esses produtos ajudam a disfarçar as manchas escuras, enquanto oferecem proteção contra o escurecimento das lesões.

É importante lembrar que a luz visível pode atravessar janelas. Portanto, mesmo sem exposição direta ao sol, é possível que o Melasma seja desencadeado ao se expor à luz enquanto se dirige ou se senta perto de uma janela ou na praia pela reflexão dos raios na água e areia.

Como é o seu tratamento?

O primeiro passo é consultar o dermatologista para confirmar o diagnóstico de Melasma. E a partir da consulta, nós iremos fazer um tratamento individualizado levando em conta as características da sua pele e do seu tipo de Melasma.

A seguir, listamos alguns dos tratamentos mais comuns do Melasma:

Protetor Solar

Para pacientes com Melasma é fundamental utilizar protetor solar no mínimo 30 FPS e aplicar pelo menos 3 vezes ao dia. Manter a consistência no uso do protetor solar é mais importante do que o tipo do protetor solar em si.

Medicamentos Tópicos

  • Hidroquinona: Um dos tratamentos mais comuns para Melasma, ajuda a reduzir a área da mancha e sua hiperpigmentação.
  • Creme de combinação tripla: Contém três ingredientes ativos — tretinoína, um corticosteroide e hidroquinona — que agem em conjunto para uniformizar o tom da pele e reduzir a inflamação.
  • Outros medicamentos: Em alguns casos, podemos prescrever opções mais suaves, como ácido azelaico, ácido kójico ou vitamina C, que também ajudam a clarear a pele.

Quais são os tratamentos mais eficazes?

No consultório, podemos indicar diversos tratamentos para controlar o Melasma. As indicações vão desde peelings químicos, lasers e Microagulhamento com MMP (Microinfusão de Medicamentos pela Pele), que podem ser combinados entre si para melhores resultados.

  • Peeling químico: Durante o procedimento, um medicamento é aplicado nas áreas afetadas pelo Melasma, acelerando a produção e descamação da pele, o que ajudar a remover o excesso de pigmento.
  • Microagulhamento: Esse tratamento minimamente invasivo, cria pequenos “furinhos” na pele que estimulam a cicatrização e melhoram a uniformidade da pele. Nesse procedimento, podemos utilizar esses furinhos para entregar medicamento nas camadas mais profundas da pele, onde os tratamentos tópicos convencionais podem não alcançar de forma tão eficaz. Tratamento chamado de MMP – Microinfusão de Medicamentos pela Pele
  • Tratamentos a laser: os tratamentos com laser possuem grande eficácia na melhora das manchas do Melasma. Na nossa clínica, nós temos o Laser PICO, o laser mais avançado no tratamento de manchas que existe e com resultados superiores de melhora das manchas em comparação com as tecnologias mais antigas.

Vídeo

Veja nosso vídeo sobre Melasma:

 

Dra. Letícia Sawada | Dermatologista
Dra. Letícia Sawada

Médica dermatologista, formada pela Universidade de São Paulo (USP), com Pós-graduação em Cosmiatria e Laser pelo Hospital das Clínicas da FMUSP.

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