“A alopecia androgenética, também conhecida como calvície, é uma condição genética em que ocorre um afinamento dos fios, com redução progressiva da densidade do cabelo.”

Apesar de falarmos em queda, o que ocorre na verdade é uma miniaturização lenta e progressiva do fio, que ao final do processo se transforma em um pelo do tipo velus. Há também uma alteração no ciclo capilar, com encurtamento da fase de crescimento (anágena), que acelera a queda do cabelo em regiões específicas.
Você sabia que a alopécia androgenética afeta homens e mulheres de maneiras distintas?
Nas mulheres, a região central da cabeça é mais acometida pela calvície, os cabelos ficam difusamente mais ralos e o couro cabeludo mais visível. Já nos homens, o padrão mais comum é o que acomete as regiões frontal e do vértice, formando as famosas “entradas”.
Como é o tratamento da calvície?
O tratamento se baseia em recuperar parte dos fios miniaturizados e estabilizar a queda. Podem ser usados estimulantes de crescimentos e bloqueadores hormonais, de uso tópico ou oral, e até procedimentos realizados no consultório, como a Microinfusão de Medicamento na Pele (MMP), lasers e terapia regenerativa.
Entre as opções terapêuticas, o minoxidil mostrou-se capaz de aumentar tanto o diâmetro quanto a duração da fase anágena dos fios. Mais recentemente, alguns estudos têm investigado a segurança para utilização sistêmica do minoxidil.
Antiandrógenos como a ciproterona e espironolactona podem ser opções para mulheres pré-menopausa, especialmente em combinação com os tópicos. Inibidores da 5-alfa-redutase como finasterida e dutasterida são opções para homens ou mulheres pós menopausadas.
Já em casos mais avançados, pode ser recomendado um transplante capilar. Vale lembrar que essa cirurgia não impede a continuidade natural do quadro de perda capilar, sendo obrigatório manter o tratamento domiciliar para a manutenção do bom resultado após o transplante.

